quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Os Lusíadas


Os Lusíadas
Luís Vaz de Camões
Editora Abril Cultural
São Paulo
2002
Tombo: 1965







Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, é um épico da literatura portuguesa. Poema em oitava rima, com dez cantos perfeitos no qual os feitos dos portugueses pela viagem de Vasco da Gama à Índia são enaltecidos assim como a história nacional até então.
A obra em si já foi objeto de análise nesta coleção, sendo que esta edição – que compõe a coleção Obras Primas – em especial, adiciona novas notas à interpretação do texto. Um trabalho complementar a compreensão da obra.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Luís Vaz de Camões


Luís Vaz de Camões
Nádia Battela Gotlib
Editora Abril Cultural
São Paulo
1980
Tombo: 575







Luís Vaz de Camões, de Nádia Battela Gotlib, é um trabalho didático que propõe apresentar textos selecionados de Luís Vaz de Camões, com análise histórico-literária, biografia e atividades de compreensão do texto. A obra integra a coleção Literatura Comentada.
Uma interessante obra de auxílio à discussão da obra literária do autor português, em especial, com escopo de preparação para os exames de ingresso em universidade.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Palácio da Justiça de São Paulo


Palácio da justiça de São Paulo
José Renato Naline
Editora Assessoria de Comunicação e Marketing
São Paulo
1989
Tombo: 1294







Palácio da Justiça de São Paulo, de José Renato Naline, é um luxuoso trabalho de grandes proporções, fartamente ilustrado que detalha o edifício e construção do Palácio de Justiça de São Paulo.
Em fotografias, a história do edifício, erguido por ordem do Governo de Washington Luís no início do século XX, é contada em detalhes. Serve como um registro fundamental de um marco da arquitetura paulistana de utilidade cotidiana.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

História da gastronomia paulistana


História da gastronomia paulistana
Cristina Putz (ed.)
Editora Guia D
São Paulo
2004
Tombo: 2364






História da gastronomia paulistana, de Cristina Putz, é um ensaio histórico sobre a culinária da cidade de São Paulo, feita em uma edição luxuosa de grande dimensão.
Os estudos ali apresentados tratam de típicos produtos da cozinha local e, por trazer elementos históricos, acaba por adentrar em interessante retrospectiva. Por exemplo, o pastel de feira, elemento indispensável da comida de rua de São Paulo, tem sua origem ligada à migração chinesa ao Brasil. Desta feita, a migração chinesa é apresentada historicamente e sua abordagem ajuda a compreender a interessante mutação de um rolinho primavera em um pastel típico paulistano.

domingo, 10 de novembro de 2019

O assassino


O assassino
Joe Tang
Editora Praia Grande
Macau
2015
Tombo: 3004







O Assassino, de Joe Tang, é um conto, como bem alinhavado por Rogério Miguel Puga, na introdução da obra, embora, conste da capa como romance (novel).
O livro sob análise é edição trilíngue, de 2015, apresentando a versão portuguesa, a inglesa e a chinesa, sendo que esta consta em versão escrita em caracteres tradicionais e outra em simplificado.
O conto está estruturado em cinco partes: o Prólogo, três capítulos e o epílogo. O inusitado é que cada um dos capítulos é intitulado por cada uma das figuras envolvidas na narrativa do assassinato do Governador de Macau, em 1849: Hsu Kuang-Chin (o governador de Cantão), Ferreira do Amaral (o Governador de Macau) e Sum Chi-Leung (o assassino).
O enredo lida com a questão do assassinato de Ferreira do Amaral, sob diferentes pontos de vista. Para o Governador de Cantão, o fato trágico é mais um problema a ser enfrentado em um período seriamente conturbado da história da China e em especial de Cantão. Para o Governador de Macau, os antecedentes de sua morte correm demonstrando suas preocupações com os domínios portugueses. Para o pobre chinês, o enredo denota o nacionalismo e patriotismo em face de tão conturbado momento histórico e a indicação de um ato heroico, mas condenável. Tudo se desenvolve no outono, período em que pequenos insetos infestam.

sábado, 9 de novembro de 2019

Jardins e parques de Macau


Jardins e parques de Macau
António Júlio Emerenciano Estácio
Editora Instituto Português do Oriente
Macau
1993
Tombo: 3021







Jardins e Parques de Macau, de António Júlio Emerenciano Estácio em coautoria com António Manuel de Paula Saraiva, é uma interessante reportagem sobre as zonas verdes de Macau em tom ensaístico fartamente ilustrado.
Tendo em conta que os autores são especialistas em botânica e trabalhavam em órgão municipal responsável pela conservação dos jardins e parques, a obra tem narrativa agradável sem descuidar de sua especialidade.
A obra trata em detalhes de doze zonas verdes de Macau (Jardim de Camões; Jardim Lou Lim Ioc; Jardim de São Francisco; Jardim da Flora; Jardim da Montanha Russa; Jardim de Vasco da Gama; Jardim da Vitória; Jardim de Santa Sancha; Jardim do Leal Senado; Parque Dr. Sun Yat Sem; Parque da Guia e os Jardins das Ilhas) além de capítulos complementares tratando das condições climáticas, agronômicas, botânicas e urbanísticas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Clepsydra


Clepsydra
Camilo Pessanha
Editora Colóquio de Letras
Lisboa
2000
Tombo: 2053







Clepsydra, de Camilo Pessanha – a obra máxima do simbolismo português – escrita em Macau, publicada pela primeira vez em 1920, teve edições marcantes, entre elas, a preparada pelo brasileiro Paulo Franchetti (1995) e até uma edição bilíngue em português e sua versão em chinês, pelo trabalho tradutório de Chen Yongyi, com apresentação crítica de Daniel Pires (1997). A edição em que nos baseamos aqui é a edição preparada por Gustavo Rubin (2000).
Enquanto Daniel Pires apresenta um maior número de poesias, alocando primeiramente os sonetos para, em seguida, tomar as demais formas poéticas, a edição de Gustavo Rubin difere das demais por razões fundamentadas. Rubin apresenta a seleção de poesias em uma ordem pré-determinada, eis que entende serem aquelas poesias e aquela ordem indicadas pelo autor para compor sua Clepsydra, com clara determinação de seu início e fim. Este entende que as demais poesias de Camilo não compõem propriamente a Clepsydra. Eis por que João de Castro Osório e Bárbara Spaggiari, em suas edições, fizeram constar o subtítulo “e outros poemas”.
Clepsydra, na edição analisada, apresenta 37 poemas, sendo 17 sonetos. Alguns poemas estão indicados por títulos próprios e outros a referência é feita à moda da literatura clássica chinesa, ou seja, toma-se a primeira estrofe como referência para nominá-lo. Assim, Clepsydra inicia com poema intitulado “Inscrição” e lhe seguem dois sonetos sem título, mas referidos pelas estrofes “Desce enfim sobre meu coração” e “Tatuagens complicadas do meu peito”.
O título Clepsydra revela-se, em princípio, enigmático eis que aparece apenas no título e no poema final: “escutando o correr da água na clepsidra”. Alguns estudiosos ligam o título ao poema “L’horloge”, de Baldelaire, sem, contudo, trazer argumentos inafastáveis. Por outro lado, cientes da plausível influência do mundo chinês sobre a obra de Camilo Pessanha, há de se pensar em explicações viáveis de que os relógios provenientes do ocidente eram uma das poucas mercadorias que podiam realmente interessar às autoridades chinesas durante séculos. Sem dúvida, os autômatos – como eram chamadas essas maravilhosas máquinas de contavam as horas – fascinavam os chineses, como aliás revelam o impressionante acervo de relógios ofertados aos imperadores chineses por várias embaixadas de países ocidentais. Se assim não fosse, a constante referência a “caminhos” e a qualidade “fugidia” conduziria bons argumentos para nomear e identificar a obra de Pessanha ou como “Caminhos” ou “Fugidia”.