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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Visões em Pessoa



Visões em Pessoa

Elson Pimenta

Editora do autor

Bauru

1996?

Tombo: 3615 

 

Visões em Pessoa: intersecções entre heterônimos de Fernando Pessoa: fotografia e poesia, de Elson Pimenta, é um livro de arte. A obra é o trabalho fotográfico do autor sobre textos e poemas de Fernando Pessoa e apresentação de “Duas visões”, por José Saramago e Robert Bréchon.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Mestres da literatura brasileira e portuguesa


Mestres da literatura brasileira e portuguesa

 

Editora Record / Altaya

Rio de Janeiro

1998

Tombo: 3625 

 

Mestres da literatura brasileira e portuguesa, da Record e Altaya, é um folheto de divulgação. O trabalho apresenta a coleção “Mestres da literatura brasileira e portuguesa, elencando os autores, breve relato de sua vida e obra e ainda, o propósito especial de indicar as obras que a integram em diferentes volumes, cada um dedicado a um autor. Elenca também as obras relevantes de cada autor selecionado.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Camilo Pessanha: o jurista e o homem


Camilo Pessanha: o jurista e o homem

Celina Veiga de Oliveira

Editora Instituto Português do Oriente

Macau

1993

Tombo: não há 

 

Camilo Pessanha: o jurista e o homem, de Celina Veiga de Oliveira, é um ensaio biográfico. A autora traça a vida de Camilo Pessanha pela abordagem de suas manifestações no campo jurídico, onde o famoso escritor simbolista português atuou também como juiz e advogado. A autora teve a possibilidade de analisar vários autos processuais, em especial na área criminal, para apurar a visão de mundo do escritor. A obra é ilustrada com fac-símiles de processos em que o escritor atuou.

A obra traz: a introdução de autoria de João Gaspar Simões, escrita em 1990 (pp 9 a 11); e Apontamento Biográfico sobre Camilo Pessanha (pp 13 a 17).

A obra está dividida em 3 partes: Camilo Pessanha Advogado; Camilo Pessanha Juiz e Camilo Pessanha também queixoso. Como advogado o trabalho apresenta os processos penais: roubo, difamação, roubo e falsificação de documentos oficiais; violação; ofensas corporais; e violação incestuosa. Como Juiz e Queixoso, a obra também só apresenta casos penais, embora Camilo Pessanha tenha atuado também em caso cível, conforme informa a autora na p. 559.

À parte da atuação de Camilo Pessanha no universo jurídico de Macau, a obra traça uma pequena história da criação do Banco Nacional Ultramarinho (BNU): a lei de 16 de maio de 1864 cria o BNU com sede em Lisboa para funções no Ultramar do Império Português. Por concurso público, o BNU ganhou o privilégio de emissão de notas e obrigações prediais de Ultramar. Aquele Banco Iniciou-se em Luanda. Em 1902, aprovados os estatutos do BNU, Macau passou a dispor de uma agência e a partir de 1906 começou também a funcionar como Tesoureiro do Estado.

A partir da página 253, a autora trata da atuação de Camilo Pessanha no crime de Difamação acima referido e selecionado. Nas páginas 269 a 275, está transcrita a peça jurídica da lavra de Pessanha. Segue-se o comentário da autora sobre a posição de Pessanha na página 277.

Nas páginas 279 e 280, a autora trata do Crime de Violação Incestuosa selecionada e mencionada acima. A respeito, são curiosas as qualificações do tipo penas e suas respectivas penas!

O Crime de Subtração de um menor (em 1903) é tratado pela autora nas páginas 331 a 337. A venda de menores era comum são só na China, mas em todo o Oriente. A autora apresenta a história da escravatura e sua libertação, no âmbito do Império Português (pp 332-337). Pode-se concluir que a venda de menores no Oriente não é propriamente escravidão. Nesse caso, Camilo Pessanha atua como Juiz Substituto. O despacho de autoria de Camilo está transcrito a partir da página 339. “... nem em Macau, nem actualmente na China, existe o estado de escravidão ... (p.340). O que existe na China e geralmente se designa por venda de menores (note-se que não há memória de caso em que um maior tenha sido objeto de venda) é um contrato sui-generis pelo qual os paes, geralmente miseráveis, abdicam, mediante remuneração, do pátrio poder” (p. 341).

Camilo alega que na Europa os pais indigentes também “alugam” seus filhos para o bem da família (p.343), e não são as leis repressivas da escravatura-pirataria que recorrem os estados europeus para evitar esses males. Nessa passagem, Pessanha cita a opinião de Marquês de Sá da Bandeira e a obra Direito Internacional de Gama Lobo em suas páginas 113 a 116.

No caso analisado, Camilo equipara o que é dito como “escravidão” (p.344) como “cativeiro” (art. 328 do Código Penal) e escravidão (referida no Tratado Inglaterra/Portugal) sempre e só relacionada ao tráfico marítimo (p.345). E esclarece: “desde 1889 que não há nem mesmo libertos, em domínios portugueses, havendo apenas homens livres (Decreto de 25 de dezembro de 1869) (p.346) e continua: “Duas ou 3 considerações me induzem a não reputar puníveis como caso de escravatura os atos, averiguados no processo, de chamada venda de menor”: 1º usos e costumes dos chins (Decreto de 18 de novembro de 1869) (p. 347); 2º Como quase a maioria da população chinesa pratica a venda de menores[1] é impossível penalizar toda a população a degredo. Não haveria lugar para degredá-los!

Camilo Pessanha, então sentencia: “Pelos fundamentos expostos não recebo a querela” (p. 348) mas confere ao cessionário o direito de guarda e tutela durante a menoridade; pune os réus por cárcere privado, eis que subtraíram o menor da cessionária. (p.377).

Na obra, estão reproduzidas, de forma facsimilar, as folhas do referido processo judicial (pp 348 a 375).

O delegado do Ministério Público não concorda e recorre, pois é jurisprudência em Macau que a subtração de menores é escravidão e, por consequência do Tratado Portugal / Inglaterra, pirataria. Macao, 6 de Abril de 1903 (p 378-379).

O Juiz Titular, Albano de Magalhães, concorda com Camilo Pessanha e manda despacho de sustentação para o Tribunal de Relação de Goa (p. 380-384).

A autora faz seus comentários sobre o despacho de Camilo Pessanha (p. 384-394).

O Acórdão do Tribunal da Relação de Goa nega provimento ao agravo [do delegado do MP]. Concorda, então, com Camilo Pessanha. Pangin, 4 de Agosto de 1903 (p.395-397).

A título der ilustração do trabalho, a autora insere a transcrição da Carta Régia [referida pelo Tribunal de Relação] proibindo a escravização dos chins (p.397-399).



[1] É comum o casal sem filhos adotar um menor para após a morte dos pais adotivos fazer-lhes as cerimônias e celebrações pós-morte.

A edição faz parte da Colecção Camilo Pessanha, em que uma trilogia traça a biografia de Camilo Pessanha em diferentes abordagens: 1 homenagem; 2 Jurista e homem; e 3 prosador e tradutor.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O lobo guerrilheiro


O lobo Guerrilheiro

Bento Cruz

Editora âncora

Lisboa

2014

Tombo: não há 

O lobo guerrilheiro, de Bento Gonçalves da Cruz, é um romance. O autor, conhecido como escritor regionalista da Serra do Barroso, no norte de Portugal, em mais um de seus romances traz o clima barrosão para um enredo cativante onde antifranquistas, guerrilheiros, contrabandistas pululam na região naquele momento histórico.

A edição é a terceira do romance galardoado com o prémio literário Diário de Notícias de 1991, atribuído por júri de escol: Agustina Bessa-Luís, Diogo Peres Aurélio, Lídia Jorge, Vergílio Ferreira e Viale Moutinho.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Famalicão da Serra: terra comum


Famalicão da Serra: terra comum

João Vaz e outros

Editora JFF

Famalicão

2025

Tombo: 3586 

 

Famalicão da Serra: terra comum, de João Vaz e outros, é uma reportagem. A obra, por meio de vários artigos, trata da aldeia de Famalicão da Serra, no concelho da Guarda, em Portugal, pela época das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. São apresentados detalhes administrativos, políticos, históricos, literários, opinativos e patrimoniais do lugar. Na literatura, a obra apresenta as poesias: Um sonho na minha aldeia, de João de Almeida Santos; Da minha aldeia vê-se o sol, de Antônio Marques dos Santos; e Até à serra de bois, além de muitos artigos em prosa e, também, ensaios de: Vitor Amaral, Francisco Pereira Barbeira, Tomás Cordeiro, Rosa Maria Trindade Ferreira, entre outros. É de se destacar entrevistas com testemunhos de alguns moradores e depoimentos dos membros de sua diáspora como Marie Charro e Paulo Santos.

A edição é ilustrada com fotografias e outros elementos gráficos. A capa é de João Almeida Santos.

sábado, 21 de junho de 2025

Alice e Artur: algodão de cima

Alice e Artur: algodão de cima

Inês Blu Rodrigues e António Antunes Carvalho

Editora Rés XXI

Lisboa

2007

Tombo: 2396 

 

Alice e Artur: algodão de cima, de Inês Blu Rodrigues (Inês Raquel Pires Simões Rodrigues) e António Antunes Carvalho, é um conto. Os autores se aventuram na literatura infantil tecendo histórias sobre crianças e seu futuro.

A edição é ilustrada por David Gorria. O exemplar está autografado pela autora.

domingo, 11 de maio de 2025

Esteiros

Esteiros

Soeiro Pereira Gomes

Editora Quetzal

Lisboa

2024

Tombo: 3566 

 

Esteiros, de Soeiro Pereira Gomes, é um romance. O autor é o romancista do movimento neorrealista português. A vida dura de seus personagens marca a história e toda uma geração. Eis porque este romance é reeditado após 80 anos como marco importante de algo que não deve ser esquecido: a história portuguesa do século XX. O romance está dividido pelas quatro estações (Outono, Inverno, Primavera e Verão) lidando com heróis anônimos, conhecidos, entretanto, como Gaitinhas, Guedelhas, Gineto, Maquineta e Saguí. A obra conta ainda com introdução intitulada “Revisitar a maioridade de um livro”, de Francisco José Viegas.

A primeira edição, de 1941, trazia, na capa, desenho de autoria de Álvaro Cunhal, por sua vez, a sobrecapa, desta edição, tem ilustração de Daniel Silvestre da Silva.

sábado, 10 de maio de 2025

Visitar amigos

Visitar amigos

Luísa Costa Gomes

Editora D. Quixote

Alfragide

2025

Tombo: 3568 

 

Visitar Amigos e outros contos, de Luísa Costa Gomes, é uma coletânea de contos. “Visitar amigos reúne treze contos inéditos. Sem ter um fio condutor, a colecção revela, no entanto, uma certa homogeneidade nos temas e nas abordagens. Alguns contos propõem a revisitação de ideias e linguagens de época, outros vivem do presente e pensam sobre heranças e renovações. Uns mais vincadamente e acidamente humorísticos, outros de carácter sobretudo perplexo, terão como pano de fundo sempre o tempo e a História, e a acção que por acaso ou por necessidade vamos tendo nela”. Os contos que integram a coletânea são: A ditadura do proletariado; O bem de todos; Catilinária; Bagagem; O menino-prodígio; O lenço de seda italiana; Impaciência; Cabeça falante; As estrelas; O velho senhor; Património; Visitar amigos; e Rotas. A autora foi-nos apresentada como poetisa, que se propôs a se aventurar em prosa. Muitos de seus romances foram premiados e conta com obras na linha de literatura infantil.

A edição foi tida como o melhor livro do ano de 2024 pelos jornais portugueses Expresso e Público.

domingo, 3 de novembro de 2024

Vestibular Abril - literatura, gramática e técnicas de redação

Vestibular Abril – Literatura, Gramática e Técnicas de Redação

 

Editora Abril Cultural

São Paulo

1977?

Tombo: 758e 

 

Vestibular Abril – Literatura, Gramática e Técnicas de Redação, da Editora Abril, é um livro didático. A obra é a coletânea de fascículos publicados semanalmente com lições do curso preparatório para os exames vestibulares do ensino superior brasileiro. Para cada matéria, são 40 lições com aplicação de exercícios simulados aos exames de literatura, gramática e redação.

A edição constitui o curso Vestibular Abril em fascículos que eram vendidos em bancas de jornais. A encadernação é preparada pelo próprio Comendador.

domingo, 1 de setembro de 2024

Viagem pela cultura portuguesa

Viagem pela cultura portuguesa

Rui Assis e Santos

Editora Casa de Portugal

São Paulo

1981

Tombo: 756 

 

Viagem pela cultura portuguesa, de Rui Assis e Santos, é uma coletânea de artigos. O trabalho apresenta uma série de artigos e de ensaios do autor, tratando da cultura portuguesa. A obra está dividida em três partes: 1) Páginas da História de Portugal, que apresenta a cronologia histórica e artigos como: A formação da nacionalidade; A Batalha de Buçaco e São Francisco Xavier, o apostolo do Oriente, entre outros; 2) Literatura da língua portuguesa, entre outros artigos: Camões, Camões! e Vida e obra de Alexandre Herculano; 3) Temas Luso-Brasileiros, com artigos 22 de abril- comunidade luso-brasileira e Salve São Paulo, entre outros.

A edição teve patrocínio do Grupo Pão de Açúcar e Casa de Portugal.

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Rota Memorial do Convento

Rota Memorial do Convento

Museu Municipal de Loures

Loures

2024

Tombo: folheto 

 

 

Rota Memorial do Convento, uma iniciativa das Câmaras de Loures, Mafra e Lisboa, é um folheto. O trabalho divulga a rota cultural e histórica contida no Memorial do Convento e, portanto, torna-se uma homenagem a José Saramago. A rota proposta cuida de visitar dois pontos em Lisboa (Casa dos Bicos e Terreiro do Paço); outros seis pontos em Loures, incluindo do edifício onde hoje está instalado o Museu Municipal de Loures, conhecido também como Conventinho e, em Mafra, visita outros cinco pontos como por exemplo o emblemático Convento de Mafra, Patrimônio Mundial. O trabalho evidencia a ligação da Literatura com a História, o Turismo e o Desporto.

A edição tem parceira com a Fundação José Saramago.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Literatura portuguesa: objetivo

Literatura Portuguesa: objetivo

Objetivo

Editora Objetivo

São Paulo

1980?

Tombo: 1206 

 

Literatura portuguesa, do Curso Objetivo, é um livro didático. O trabalho trata da literatura portuguesa em diferentes épocas e movimentos: Era Medieval, Classicismo, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Simbolismo, Modernismo.

A edição é um modelo resumido de uma das apostilas do sistema de ensino do Objetivo.

quinta-feira, 7 de março de 2024

Nossa Cultura

Nossa cultura
Geraldo de Mattos
Editora FTD
São Paulo
1974
Tombo: 124







Nossa cultura: português para o 2º grau; 2ª série, de Geraldo de Mattos, é um livro didático. A obra trata da disciplina de português para o ensino médio e, para o ensino da matéria, se vale de textos de escritores da língua portuguesa como: José de Alencar, Garret, Cesário Verde, Antero de Quental, Olavo Bilac. A obra está dividida em partes que tratam do estudo da linguagem e literatura portuguesa e brasileiras, neste volume, detalhando o Romantismo, o Realismo e o Simbolismo. A edição tem uma interessante antologia.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Nossa cultura

Nossa cultura Geraldo de Mattos Editora FTD São Paulo 1974 Tombo: 123 Nossa cultura: português para o 2º grau; 1ª série, de Geraldo de Mattos, é um livro didático. A obra trata da disciplina de português para o ensino médio e para o ensino da matéria se vale de textos de escritores da língua portuguesa como: Castelo Branco, Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira, Gil Vicente, Camões, Bocage. A obra está dividida em partes que tratam do estudo da linguagem, introdução à literatura portuguesa e brasileira e detalha o Barroco e Arcadismo brasileiro. Quanto à Literatura, traz conceito e a correlaciona com a moral, a sociologia e a psicologia. Para o autor, “a literatura é arte, estudo da literatura é ciência”, ou seja, a teoria literária. A edição tem uma interessante antologia.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Eurico, o presbítero


Eurico, o presbítero

Alexandre Herculano

Editora Ática

São Paulo

1982

Tombo: 1115 

 

Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano, é um romance. O enredo envolve uma trama histórica e romântica dos tempos dos visigodos na Península Ibérica e a invasão dos árabes. O trabalho inclui dados biográficos do autor e uma introdução, intitulada “Eurico, o poeta, cavaleiro, amante”, por Samira Youssef Campedelli.

sábado, 7 de outubro de 2023

Aqui não temos wi-fi

Aqui não temos wi-fi

Maria da Conceição Ruivo e Graça Capinha (org)

Editora Afrontamento

Porto

2020

Tombo: 3409 

 

Aqui não temos wi-fi: conversas sobre literatura oral, organizado por Maria da Conceição Ruivo e Graça Capinha, é uma coletânea de ensaios. A obra apresenta ensaios acerca da literatura de tradição oral portuguesa em diferentes “expressões: contos, fábulas, poesia, cantos, anedotas e outros tipos ou modos de contar cuja origem remonta a tempos em que a fala era a forma de comunicar”. Tratam, assim, de uma literatura múltipla que é constantemente recontada também de forma múltipla através dos tempos com acréscimos., supressões e criações. Estão ali os ensaios de Maria da Conceição Ruivo, A reinvenção da fala na era digital; de Isabel David Cardigos, Caminho para o catálogo dos contos de tradição oral portuguesa; de Paulo Jorge Correia, Histórias de caçadores, pescadores e outros mentirosos: as patranhas na literatura oral; de Alexandra de Brito Mariano, As fábulas “lúpus et agnus”, “vulpis et coruus” e “Canis per fluuium carnem ferens” e os contos de animais correspondentes na tradição oral portuguesa; de Luís Quintais, Viva a bela sociedade/ A cantar ao desafio. Notas sobre Joaquim Espadinha e a poesia de tradição oral; de Paulo Lima, Para uma periodização do Cante Alentejano (1907-2014); de Carlos Augusto Ribeiro e Ana Paula Guimarães, O reles e o sublime: a terra e o céu; de Feliciana de Mira, Cante Alentejano: a celebração da terra; e de Graça Capinha, Ritos de participação: a poesia universal de um local chamado Portugal.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Ó fala que foste fala

Ó fala que foste fala

Maria da Conceição Espadinha Ruivo

Editora Afrontamento

Porto

2013

Tombo: 3408 

 

Ó fala que foste fala: décimas de Joaquim Espadinha, de Maria da Conceição Espadinha Ruivo, é uma coletânea de poesia e História do Alentejo. A obra trata de coletar trabalhos poéticos de Joaquim Espadinha (1871-1955). Estão ali quadras e décimas recolhidas e organizadas pela autora, revelando detalhes do cotidiano do Alentejo e versos de um poeta popular numa feliz oportunidade de guardar à memória uma rica literatura, divulgada até então oralmente, daquela região portuguesa.

A edição é a terceira, conta, ainda, com prefácio e dados biográficos e históricos. A edição é ilustrada com fotografias em preto e branco. 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Auto da barca do inferno / Farsa de Inês Pereira / Auto da Índia

Auto da barca do inferno / Farsa de Inês Pereira / Auto da Índia

Gil Vicente

Editora Imaginaribooks

São Paulo

2023

Tombo: 3391 

 

Auto da barca do inferno / Farsa de Inês Pereira / Auto da Índia, de Gil Vicente, são peças de teatro. As três obras de dramaturgia colecionadas nesta edição são excelentes exemplares do teatro português do final do século XV. A antiguidade dos textos tem sua dificuldade, entretanto, a edição trás notas explicativas que viabilizam uma leitura bastante compreensível e agradável. Estas peças revelam bem as características do texto do autor com toques de comédia e curiosidade. O Auto da Índia é bem reveladora a respeito.

A edição integra a coleção Folha Clássicos da Literatura Luso-Brasileira como volume 2.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Bichos

Bichos

Miguel Torga

Editora Coimbra

Coimbra

1995

Tombo: 3355 

 

Bichos, de Miguel Torga, é uma coletânea de contos do famoso escritor português que soube também retratar as gentes e os cenários tão diferentes e com uma habilidade de tratar das serras do centro de Portugal. Nesta coletânea, o autor apresenta em cada conto um bicho diferente. Estão ali o cachorro, o gato, o galo, o cavalo, os passarinhos, insetos e até outros bichos mais racionais. A linguagem da escrita é esmerada: há um uso bem apropriado dos termos serramos portugueses e das terras locais (Jurjais, giestas, urzes, aldeagante, fetos e tantos outros).

A edição é a 19ª.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

A ilustre casa dos Ramires

A ilustre casa dos Ramires

Eça de Queirós

Editora Abril - Klick

São Paulo

2000

Tombo: 1852 

 

A ilustre casa dos Ramires, de Eça de Queiros, é um romance de referência da literatura portuguesa, conforme divulgado por Maria América Pires Simões. O famoso escritor português, Eça de Queirós, escreveu este romance em sua melhor e mais produtiva fase. O enredo acaba construindo o romance em duas partes, já que cuida de narrar o envolvimento do protagonista com a política de Portugal e produzir uma segunda narrativa que trata da Torre de Ramires e da história portuguesa do século XIII.

A edição integra a coleção Livro Vivo.